Poupança como um investimento?

A poupança é o mais antigo meio de juntar dinheiro! Eu mesmo utilizo desse meio para obter algum benefício e ainda 'lucrar' algum dinheiro. A facilidade de investir na poupança associado a sua segurança, atrai muitas pessoas para esse ativo, mas será que a poupança é o melhor que podemos fazer em termos de investimento?

Estamos num período no qual a inflação chega a patamares elevados e esse é um dos fatores que fazem a poupança se tornar um desinvestimento. Sim, é verdade. O fato é que a poupança rende cerca de 6% a 8% ao ano (Nossa, 8% foi bem otimista da minha parte!) e em comparação com uma inflação de 8,25% ao ano, chega-se a conclusão de que perde-se dinheiro ao se investir na poupança, quando a inflação está alta.

Um outro fator é a presença de outros ativos que possuem a mesma segurança da poupança, mas que remuneram com um percentual mais alto. É o caso das LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito Agropecuário) que até então são isentas do imposto de renda e são garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até um valor de R$ 250 mil por CPF. Há casos em que esses ativos chegam a render o dobro da poupança. Vale a pena pesquisar em corretoras e bancos de investimento!

Nesse momento você pode estar se perguntando: 'Se há outros ativos que remuneram bem mais que a poupança, porque você disse que mantém uma caderneta ativa?' No meu caso, como no caso de muitos brasileiros, ainda existe um fator chamado 'preguiça'. É verdade. A facilidade da poupança é tão grande e a segurança que ela consegue emitir é tão vasta que muitas das vezes nos esquecemos de olhar para outros meios de investimento. Além disso, há outros benefícios, como: alguns bancos dão certas vantagens (menores taxas, isenções e crédito) para os correntistas que possuem algum valor investido com eles e em casos de emergência a poupança pode se mostrar uma saída bem barata e rápida.

Existem outros 2 fatores que favorecem a poupança: a possibilidade de começar com pouquíssimo dinheiro e liquidez alta. Normalmente os ativos que remuneram mais, exigem um aporte inicial maior e muitas vezes oferecem riscos mais elevados. O CDB (Certificado de Depósito Bancário) oferece a mesma segurança da poupança com uma rentabilidade maior, porém esse ativo é taxado pelo imposto de renda e exige aportes mais altos. Pode-se encontrar CDBs com o aporte inicial em R$ 5.000, mas esse valor pode estar alto demais para grande parte da população. Não é nenhum absurdo pensar em poupar esses RS 5.000 utilizando a caderneta para depois iniciar um investimento como esse. A liquidez dos ativos também é um fator determinante, muitos possuem um tempo de carência e o resgate do dinheiro pode levar alguns dias após a solicitação. Isso sem mencionar o fato de que retirando o dinheiro antes do período pré-estabelecido, o investidor pode inclusive perder parte do valor aportado.

Há quem procure criar a mentalidade de poupança que citei fora da poupança. Sim, isso é possível! O tesouro direto proporciona a criação de verdadeiras poupanças a longo prazo, assim como as ações e a previdência privada. Cada uma dessas opções tem seu risco, taxas e rentabilidades. Os resultados podem ser bem diferentes e em alguns casos pode não ser o esperado. Vale a pena estudar esses investimentos ou até mesmo investir o mínimo possível para aprender mais sobre eles em pleno voo.

Mas lembre-se sempre: Você é o único responsável pelos seus investimentos! Então não deixe se levar por corretor nem gerente de banco nem por mim mesmo.

   

A crise do ano 2015

Desde do ano de 2014 que vem se tornando evidente uma crise econômica no Brasil e é no ano de 2015 que estamos tendo as piores notícias e projeções. Quem tem algum dinheiro para investir pode ver nesse ano uma oportunidade de rentabilização segura, já que os fundos de renda fixa estão premiando com percentuais muito bons. Contudo, os endividados estão sofrendo ainda mais porque as taxas de juros que são boas para os investidores, são cruéis com os pouco afortunados.

São diversos os problemas enfrentados, poderia até mesmo listar alguns como: corrupção, inflação, desemprego, fuga dos investidores estrangeiros, enfraquecimento da bolsa de valores, queda da arrecadação, aumento e criação de novos impostos, votação com viés político sem identificação com os requisitos da população, entre muitos outros pontos que atingem diretamente a economia.

Especificamente no Brasil, a corrupção não é novidade. Na verdade, a corrupção e a injustiça ocorrem com naturalidade diante de um povo que valoriza as ações sociais ao ponto de esquecerem que essas deveriam ser temporárias. Digo isso, porque a intenção de uma programa social do governo deveria ser de ajudar o menos favorecidos visando que esse se restabelecesse e começasse a crescer sozinho, quem sabe até mesmo ajudando outros que podem passar pelo mesmo problema. Contudo, o que vejo são oportunidades de ganhos contínuos que são associados a pessoas que, em sua grande maioria, não possuem interesse de se desvincular do programa social, gerando assim ganho de voto certo para a base associada ao programa. Mas também não posso ser radical ao ponto de dizer que todos os programas são assim, acredito muito nos educacionais. Esses sim, visam uma melhoria da expectativa de vida de alguns que conseguem aderir e que procuram tirar a 'vantagem' que de fato é pra ser garantida.

Já a inflação que parece ser o inimigo do governo é alimentado por diversos pontos que vão desdes o programas sociais que citei, passando por aumento de impostos e decisões políticas parciais, interesseiras e quando parecem corretas, atrasadas. O aumento dos juros atinge diretamente o trabalhador que passa a receber menos ou no caso, a gastar mais. A alimentação ficou mais cara, o transporte está mais caro, a luz subiu na velocidade que também leva o seu nome, em suma, viver está mais caro para quem pretende continuar com os mesmos hábitos. Infelizmente, no meu ponto de vista, a inflação brasileira não é causada por consumo, mas sim por falta de infraestrutura e pelo enorme número de impostos fixados aos produtos. Com isso, fica muito claro para mim que não será aumentando os impostos que o problema se resolverá, muito menos diminuindo os cerca de 70 bilhões de reais em investimentos anunciados pelo governo.

Uma das rodas mais importantes das economias está constituída nas suas bolsas de valores. Sim, a bolsa de valores que muitos acreditam ser uma bicho de sete cabeças é responsável por investimento contínuo na sociedade, fazendo a economia girar e literalmente devolvendo ao investidor o lucro na forma de empregos, valores e crescimento. Contudo, o governo parece não saber disso, querer taxar ainda mais os ativos da bolsa e pior cobrar duas vezes o mesmo imposto sobre dividendos, é no mínimo insano. Pior é se perguntar depois o porque que os investidores estão 'fugindo' da bolsa. Eu me pergunto: 'É uma pegadinha, né?', esperando que a qualquer momento tudo seja esclarecido como uma grande brincadeira. Com isso, a bolsa que já não é lá essas coisas, que não possui um número de empresas suficiente para se causar um frisson nos investidores, fica ainda mais vulnerável.

Com relação a queda de arrecadação, só pode ser outra brincadeira de mal gosto. Ou será que aquele impostômetro que já registra 811 bilhões nesse mês de maio, número esse acima da média do ano passado, está mostrando um valor surreal? Eu acredito nele! Com base no que pago poderia dizer inclusive que dentro de pouco tempo chegaremos a bater recordes que nos ensinarão a contar até os quadrilhões de reais.

Eu não sei até quando nem como iremos segurar essa onda que nem de longe parece marolinha. Sei que é bem angustiante ver o desemprego atingir a muitos de surpresa, porque não existe a disseminação da educação financeira como essencial, para que em momentos de crise o aperto não seja tão grande. Aliás, essa mesma educação serve para momentos de prosperidade também! Apesar da minha visão ainda pessimista, sou um dos muitos que torcem para que tudo não passe de um pequeno pesadelo..