A crise do ano 2015

Desde do ano de 2014 que vem se tornando evidente uma crise econômica no Brasil e é no ano de 2015 que estamos tendo as piores notícias e projeções. Quem tem algum dinheiro para investir pode ver nesse ano uma oportunidade de rentabilização segura, já que os fundos de renda fixa estão premiando com percentuais muito bons. Contudo, os endividados estão sofrendo ainda mais porque as taxas de juros que são boas para os investidores, são cruéis com os pouco afortunados.

São diversos os problemas enfrentados, poderia até mesmo listar alguns como: corrupção, inflação, desemprego, fuga dos investidores estrangeiros, enfraquecimento da bolsa de valores, queda da arrecadação, aumento e criação de novos impostos, votação com viés político sem identificação com os requisitos da população, entre muitos outros pontos que atingem diretamente a economia.

Especificamente no Brasil, a corrupção não é novidade. Na verdade, a corrupção e a injustiça ocorrem com naturalidade diante de um povo que valoriza as ações sociais ao ponto de esquecerem que essas deveriam ser temporárias. Digo isso, porque a intenção de uma programa social do governo deveria ser de ajudar o menos favorecidos visando que esse se restabelecesse e começasse a crescer sozinho, quem sabe até mesmo ajudando outros que podem passar pelo mesmo problema. Contudo, o que vejo são oportunidades de ganhos contínuos que são associados a pessoas que, em sua grande maioria, não possuem interesse de se desvincular do programa social, gerando assim ganho de voto certo para a base associada ao programa. Mas também não posso ser radical ao ponto de dizer que todos os programas são assim, acredito muito nos educacionais. Esses sim, visam uma melhoria da expectativa de vida de alguns que conseguem aderir e que procuram tirar a 'vantagem' que de fato é pra ser garantida.

Já a inflação que parece ser o inimigo do governo é alimentado por diversos pontos que vão desdes o programas sociais que citei, passando por aumento de impostos e decisões políticas parciais, interesseiras e quando parecem corretas, atrasadas. O aumento dos juros atinge diretamente o trabalhador que passa a receber menos ou no caso, a gastar mais. A alimentação ficou mais cara, o transporte está mais caro, a luz subiu na velocidade que também leva o seu nome, em suma, viver está mais caro para quem pretende continuar com os mesmos hábitos. Infelizmente, no meu ponto de vista, a inflação brasileira não é causada por consumo, mas sim por falta de infraestrutura e pelo enorme número de impostos fixados aos produtos. Com isso, fica muito claro para mim que não será aumentando os impostos que o problema se resolverá, muito menos diminuindo os cerca de 70 bilhões de reais em investimentos anunciados pelo governo.

Uma das rodas mais importantes das economias está constituída nas suas bolsas de valores. Sim, a bolsa de valores que muitos acreditam ser uma bicho de sete cabeças é responsável por investimento contínuo na sociedade, fazendo a economia girar e literalmente devolvendo ao investidor o lucro na forma de empregos, valores e crescimento. Contudo, o governo parece não saber disso, querer taxar ainda mais os ativos da bolsa e pior cobrar duas vezes o mesmo imposto sobre dividendos, é no mínimo insano. Pior é se perguntar depois o porque que os investidores estão 'fugindo' da bolsa. Eu me pergunto: 'É uma pegadinha, né?', esperando que a qualquer momento tudo seja esclarecido como uma grande brincadeira. Com isso, a bolsa que já não é lá essas coisas, que não possui um número de empresas suficiente para se causar um frisson nos investidores, fica ainda mais vulnerável.

Com relação a queda de arrecadação, só pode ser outra brincadeira de mal gosto. Ou será que aquele impostômetro que já registra 811 bilhões nesse mês de maio, número esse acima da média do ano passado, está mostrando um valor surreal? Eu acredito nele! Com base no que pago poderia dizer inclusive que dentro de pouco tempo chegaremos a bater recordes que nos ensinarão a contar até os quadrilhões de reais.

Eu não sei até quando nem como iremos segurar essa onda que nem de longe parece marolinha. Sei que é bem angustiante ver o desemprego atingir a muitos de surpresa, porque não existe a disseminação da educação financeira como essencial, para que em momentos de crise o aperto não seja tão grande. Aliás, essa mesma educação serve para momentos de prosperidade também! Apesar da minha visão ainda pessimista, sou um dos muitos que torcem para que tudo não passe de um pequeno pesadelo..

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