Plano de Saúde e seus reajustes astronômicos

Na minha opinião, ter um plano de saúde que não seja só viver é essencial. Contudo, esses reajustes sem sentido estão deixando os planos em geral muito caros. Reajustar o plano individual com um percentual maior que a inflação, colocando como base os reajustes dos planos coletivos (que não são regulamentados pela ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar) e gastos com tecnologia é no mínimo uma piada de mal gosto. Pior que isso é avisar que serão cobrados retroativamente. O que tem passado na cabeça desses 'responsáveis' pela ANS?

Não conheço ninguém que receba um reajuste salarial que tenha como base cálculos que não são ligados à inflação (Na verdade eu conheço e o ramo dessas pessoas se chama política). Como pode um idoso, que paga um valor bem mais alto de plano de saúde, arcar com um aumento muito maior que o reajuste salarial que ele provavelmente recebe na sua aposentadoria, que aliás deve ser consumida facilmente pela inflação?

Imagem retirada do site: http://tribunadainternet.com.br/

Por coincidência estou escrevendo sobre saúde logo após escrever sobre o aumento no preço dos remédios (O remédio é não ficar doente). Eu não utilizo muito o plano de saúde e acredito que a maioria dos homens sigam mais ou menos por esse caminho, já as mulheres possuem um relacionamento mais intenso com os médicos, talvez pela própria cultura ou porque as mulheres se cuidam mais mesmo. O fato é que meu 'consumo' do plano é incompatível com o que  me cobram. Sinto que estou jogando dinheiro fora, mas ao mesmo tempo não tenho como prever uma necessidade futura e o plano pode ser essencial.

Estamos num país que diz entregar para população um sistema de saúde que qualquer um pode usar, como: UPA (Unidades de Pronto Atendimento), Hospitais Universitários, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência),  mas a realidade está longe do que está escrito na constituição, embora eu tenha a plena convicção de que existem bons profissionais tentando fazer o melhor. Passamos por uma época em que os hospitais públicos estavam lotados e que só era possível ter um bom atendimento se você estivesse num hospital particular com um plano de saúde particular. Contudo, nem mesmo os planos de saúde particulares estão dando conta da demanda, com isso as filas presentes nos hospitais públicos se multiplicaram e alcançaram os hospitais pagos.

Em suma, não vejo uma melhora substancial do atendimento, muito menos da tal tecnologia responsável pelo aumento divulgado na mensalidade dos planos de saúde. Particularmente, as condições dos planos de saúde estão ficando insustentáveis e o que nos resta no momento é só torcer pra ter saúde. Ruim com plano, pior sem ele!


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