Chaves.. Isso, isso, isso!

Um dos seriados mais legais em décadas é sem dúvidas o Chaves ou no seu original "El Chavo del Ocho". Muito conhecido por muitos e idolatrado por tantos outros, o programa consegue unir humor com simplicidade de uma forma que é no mínimo indescritível. (Engraçado que eu acabei de descrever o indescritível)

Os personagens, ah! Os personagens.. são realmente um conjunto muito harmônico e todos eles possuem uma ligação com o dinheiro! (É verdade, veja só: Seu Madruga não tem, Chaves também não, Sr Barriga tenta ter mais, Dona Florinda recebe uma pensão, Kiko é o tesouro, Professor Girafales é professor, logo não deve ganhar muito, a Bruxa do 71, digo Dona Clotilde, não tinha problemas com dinheiro e a Chiquinha... Ok, nem todos possuem uma ligação clara com o dinheiro, mas cheguei bem próximo, hein!)

A foto não tem autoria porque o Seu Madruga é de patrimônio público!
Porque sorrir ainda é o melhor que podemos fazer! (Felipe Sampaio)

O Seu Madruga ou Don Ramón é o meu preferido, interpretado de forma magistral por Don Ramón Antonio Estebán Gómes de Valdés y Castillo (Eita nome grande!), o cara é simplesmente um gênio.. como pode alguém viver sem pagar aluguel por um período enorme (14 meses) e não ser despejado? Mais do que isso, conseguir dormir em paz, manter o sorriso no rosto e até mesmo viajar pra Acapulco! Tenho a teoria de que ele paga sim, só não paga o atrasado, afinal o número de aluguéis atrasados nunca sai do número 14. Ainda assim, cumpre com seu dever de pai e mantém a casa. (É mais ou menos isso!)

Seu Madruga tem diversos dons, já foi agenciador de artistas estrangeiros especializados em ioiô, boxeador, vendedor de churros, carpinteiro, fotógrafo, pintor, sapateiro, leiteiro, vendedor ambulante, vendedor de balões, garçom e devem ter outras profissões que não me recordo. É fato que ele tentou, como também é fato que nada deu certo! A insistência dele com certeza denota a importância do trabalho, que pra muitos é a principal ou a única fonte de renda.

Uma das coisas mais legais eram suas frases, sempre muito marcantes e sempre muito humanizadas, como: "Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar", essa é bem verdadeira! Ou uma das mais famosas: "Não há trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar", o que de fato faz todo sentido, se fosse feito o que se gosta, o que se tem paixão por fazer, ao invés de procurar profissões que pagam bem, talvez essa frase não fosse tão legítima.

Pode-se aprender muitas lições com o seriado, muitas delas vindas da simplicidade de um personagem sem dinheiro e que não se abatia pela falta de recursos que tinha. Se após escrever esse pequeno post, que não retrata nem um décimo do que o programa representa, fosse questionado o porque de tanto floreio diante desse seriado, diria que: "Foi sem querer querendo".


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