Previdência Privada em: Acumular dinheiro.. tem que ser forte!

Muitas pessoas não conseguem separar nem um tostão se quer para investir ou até mesmo para guardar caso ocorra uma emergência, enquanto muitas outras até conseguem juntar um valor por um pequeno período, mas acabam limpando a conta na primeira oportunidade que tem. São para esses casos, em que juntar o dinheiro é um sacrifício enorme, mas gastar o acumulado é tão fácil quanto nunca ter juntado nada, que existe a Previdência Privada. (O gastar me parece mais recompensador, mas acaba no mesmo patamar de não ter nada..)

A previdência privada pode ser uma alternativa para quem tem dificuldades de manter o dinheiro investido. Ela funciona bem porque todo mês irá chegar um boleto para pagamento, assim como as contas normais como: luz, telefone, água e internet, por exemplo. Com o tempo, o investimento na previdência privada se torna mais uma conta a ser paga e não mais um ativo que pode ser subtraído a qualquer momento. Além disso, o período de carência poderá proteger seu capital de uma possível lembrança a curto prazo. Vale também associar essa oportunidade ao péssimo quadro da previdência social no Brasil, mais conhecida como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), tornando a previdência privada uma das saídas encontradas, por pessoas comuns, para a crise da previdência. (Eu nem conto com essa 'ajuda' do governo para a minha velhice.. vai que a fonte seca!)


Imagem retirada do site: http://www.culturamix.com/

São 2 os tipos de previdência privada: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). Tratando de forma bem resumida: o PGBL é indicado para pessoas que pagam algum valor quando declaram o imposto de renda e o VGBL é indicado para as pessoas que são isentas ou não pagam imposto algum.

CaracterísticasPGBLVGBL
Dedução no Imposto de RendaAbater os aportes realizados no ano desde que se limitem em até 12% da renda bruta tributávelNão permite deduções
Cobrança de Imposto de RendaNa retirada e em cima de todo o dinheiroNa retirada e em cima dos rendimentos (Lucro)
Tipo de DeclaraçãoCompletaSimplificada ou Isento

Além disso, existe a escolha por um tipo de tabela: regressiva ou progressiva. A tabela progressiva inicia com cobranças de juros mais baixos e vão aumentando conforme o valor do investimento resgatado. A tabela progressiva é indicada para pessoas que pretendem retirar o dinheiro num curto prazo de tempo ou que vão retirar quantias pequenas*. Já a tabela regressiva cobra juros mais altos no início e reduz com o passar do tempo, sendo a opção indicada para pessoas que visam manter o capital investido por mais tempo.

* Renda de até R$ 1.903,98/mês é isenta de imposto, segunda a tabela do IRRF de 2016.
Para ter acesso a outros anos acesse o site da Receita Federal: http://www.receita.fazenda.gov.br/


** Progressiva (Anual)
Até R$ 22.499,130%
De R$ 22.499,14 até R$ 33.477,727,5%
De R$ 33.477,73 até 44.476,7415%
De R$ 44.476,75 até 55.373,5522,5%
Acima de R$ 55.373,55
27,5%

** Tabela progressiva de pessoa física para o exercício de 2016, ano calendário 2015. 
Para ter acesso a outros anos acesse o site da Receita Federal: http://www.receita.fazenda.gov.br/

Regressiva
Até 2 anos35%
de 2 a 4 anos30%
de 4 a 6 anos25%
de 6 a 8 anos20%
de 8 a 10 anos15%
mais de 10 anos10%

OBS: O imposto incide sobre o montante retirado, em qualquer situação. Perceba que o valor depositado no início do plano tem mais tempo do que valores recém aportados, logo a retirada de uma quantia que compreende valores de épocas diferentes acabam por incidir impostos diferentes em cada pedaço do montante.

Depois de identificar o tipo e a tabela que se enquadra no seu caso, realizar uma pesquisa sobre os produtos que estão à disposição se faz necessário. Isso porque os produtos possuem perfis, taxa de administração e alguns, taxa de carregamento. A diferença entre os perfis (conservador, moderado e agressivo) é o percentual de investimento em cada área de ativos, sendo os agressivos indicados para pessoas mais jovens e para os que pretendem arriscar um pouco mais em troca de um retorno maior. Enquanto os mais conservadores são indicados para pessoas que estão mais próximas da aposentadoria, que não podem mais arriscar o capital e para as que pretendem somente usar os benefícios do PGBL para minimizar custos com o imposto de renda. (A decisão sobre o perfil é uma estratégia que depende de pessoa para pessoa e para toda indicação há sua exceção, então busque entender o que é melhor pra você)

Não se esqueça de verificar as taxas de administração e de carregamento, elas variam de ativo para ativo e podem ser as grandes vilãs da sua previdência privada. Sempre busque ativos com taxas de administração menores do que 2% e se possível sem a taxa de carregamento.

E aí .. vai esperar pelo INSS ou vai investir na Previdência Privada?


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