João e o pé de feijão.. repleto de dinheiro

Você pode estar pensando que a história de João e o pé de feijão é só mais um simples conto infantil tentando ensinar alguns valores para crianças. Sinto-lhe dizer que não é nada disso. O que é então? Uma história puramente capitalista, gananciosa e que esconde muito trambique e alguns delitos. Veja só a minha versão capitalista da história:
João, conhecido como Joãozinho por causa da sua baixa estatura, era muito confundido com uma criança, mas na verdade era um falido anão trambiqueiro que se dizia especialista em escambos e trocas de coisas de valor. Ele vivia buscando oportunidades de enriquecer facilmente e não tinha nenhum pudor, sua especialidade era enganar pessoas na internet, principalmente em sites de bate-papo e vendas nos quais se passava por GalalauDaNet.

João vivia com sua mãe na zona rural da cidade, enquanto seu pai tinha um caso grave de bebedeira e participava de uma trupe de circo itinerante como anão palhaço. Tudo o que João tinha era um conjunto de CDs antigos, um velho computador, um skate autografado pelo Bob Burnquist e uma vaca que era uma espécie de lembrança do tempo em que sua família era uma grande produtora de leite, embora essa vaca não desse mais leite algum.

Foi num dia comum e nublado, após ouvir sua mãe reclamar de sua vagabundagem, das tranqueiras que tinha e da falta de responsabilidade com as despesas da casa, que João resolveu que iria ganhar dinheiro, mas dinheiro mesmo, muito dinheiro. Da última vez que procurou um trabalho com um bom salário e que fosse algo que gostasse, tipo diversão que era o seu forte, acabou se inscrevendo para ser dançarino de festas adultas, mas não deu muito certo. Parece que um anão striper não era tão cogitado como ele pensava. Resolveu então fazer um apanhado do que tinha e vender tudo numa pequena venda de garagem para se livrar de coisas velhas e ainda ganhar uma grana.

Imagem retirado do site: http://www.historiaparadormir.com.br/

Foi no bazar que conseguiu fazer uma troca milagrosa: sua vaca por feijões que um senhor astuto dizia que eram mágicos. Em pensar que esse senhor fez um belo churrasco enquanto João momentos depois pensava: "Putz.. e agora!". Quando sua mãe soube, num acesso de raiva, atirou os cinco feijões pela janela da cozinha e murmurou palavras incompreensíveis sobre características não muito boas de João. O mais incrível foi que depois de uma noite chuvosa, com raios e trovões, o amanhecer era de céu limpo, mas como era de se esperar, os feijões não deram em nada.

Sem saber o que fazer e com a moral abalada, João acabou se envolvendo com más companhias e resolveu que iria surrupiar um vizinho metido a rico que tinha como principal característica a força bruta e o físico avantajado. Esse vizinho era conhecido como gigante, tinha uma boa condição financeira, adorava música clássica e morava no terceiro andar de um prédio antigo cercado por trepadeiras. Ao anoitecer, João resolveu escalar as trepadeiras até a janela do apartamento e surrupiar algo de valor, conseguiu sair com uma sacola cheia de pertences valiosos na primeira investida, na segunda roubou um animal entalhado a ouro e na última vez resolvera carregar o micro system turbinado do seu vizinho.

Por sorte, João conseguiu realizar os furtos sem ser percebido, vendeu tudo e entrou para o mundo do crime. Hoje vive repleto de dinheiro, se tornou um dos maiores trambiqueiros do Caribe e está na lista dos dez mais procurados do FBI. Gigante ficou tão atordoado com sua perda material que acabou vendendo o que tinha e se mudou para o Alasca, para nunca mais ser visto. Alguns dizem que foi daí que surgiu a história do pé grande. Sua mãe recebeu uma grande quantia em dinheiro de uma origem desconhecida e conseguiu recuperar a propriedade que quase fora perdida para o governo. Ela mantém uma vida pacata no interior com uma bela plantação de feijões pretos e adora feijoada.
E é essa a história de João.. A verdadeira história! Nua e crua!


Chapeuzinho Vermelho.. a revendedora

Certo, talvez você conheça a história de chapeuzinho vermelho. (Humm, será mesmo?) Pois bem, os fatos são que chapeuzinho viveu uma história capitalista. Sim, é isso mesmo! Sério! Tudo tinha a ver com dinheiro, perseguição e a busca pela fama, quase um filme de ação hollywoodiano, pelo menos na minha versão capitalista. Veja só a minha versão da história:
Chapeuzinho vermelho era conhecida por toda a vizinhança e acordava cedo para trabalhar numa cidade de interior que tinha um movimento bem incomum. Ela era conhecida por seu belo capuz vermelho, um marketing pessoal que a diferenciava dos outros vendedores de doces. Sim, ela era revendedora de doces e vendia muito bem, todos adoravam os doces e os preços de chapeuzinho.

Toda manhã, chapeuzinho ia até a loja de doces que ficava do outro lado da cidade e voltava para revende-los. O detalhe era que ela ia a pé para economizar na passagem e aumentar sua margem de lucro. O nome da loja? Ah sim.. Casa da Vovó! Nessa loja trabalhava uma pacata senhora, confeiteira de mão cheia e que resolvera abrir uma loja após a aposentadoria, já que seu ordenado oferecido pelo governo não dava para pagar todas as contas e remédios. Apesar dos seus problemas de coluna, vovó, como era chamada carinhosamente, era muito feliz com o que fazia e trabalhava o dia inteiro, só parando para deitar um pouco à tarde para dar um refresco para suas costas tão doloridas.

O sucesso nas vendas de chapeuzinho eram evidentes. Uma cesta novinha fora comprada pois a antiga já não dava conta da demanda e uma maquininha fora adquirida para facilitar as vendas, até mesmo uma bicicleta estava sendo cotada para servir de transporte. Era o sucesso batendo à porta! Mas nem tudo eram flores, pois seus concorrentes estavam irritados com as investidas de venda agressiva de chapeuzinho e o seu maior concorrente já planejava acabar com essa farra do boi. O lobo da floresta, com seu marketing pessoal, acabara por ser conhecido como lobo mau, muito por causa dos seus métodos para destruir a concorrência, vendas casadas e técnicas para segurar os clientes. Após tentar de tudo, o lobo mau resolveu armar uma emboscada para a chapeuzinho. Era só esperar o momento certo!

Imagem retirada do site: http://liberatinews.blogspot.com.br/

Num belo dia de vendas, chapeuzinho se deparou com uma situação diferente. Seus doces haviam acabado antes mesmo de terminar seu expediente e com isso ela resolveu voltar a casa da vovó para comprar uma nova remessa de doces. Afinal, tinha que ganhar um bom dinheiro naquele mês para poder pagar seu aluguel atrasado. Esse fora o momento perfeito para que o lobo mau se adiantasse. O lobo, num surto de ideias, resolveu tomar o lugar da vovó no seu período de descanso e se disfarçar de atendente da loja. Sua ideia era dificultar a venda e cancelar todos os cupons e descontos de chapeuzinho já cadastrados no sistema web da loja.

Chapeuzinho chega na loja e percebe o novo atendente, pergunta pela vovó e recebe como resposta que a mesma está descansando, mas que ele, o lobo, iria atende-la. Sem desconfiar, ela escolhe os doces e leva ao caixa. O lobo, muito malandro, diminui a quantidade de doces da cesta e repassa o preço muito acima do que deveria ser vendido, além de cobrar taxas e impostos inexistentes. Chapeuzinho desconfiada resolve perguntar: 

Chapeuzinho: Porque esse imposto tão grande?
Lobo: É pro governo gerir melhor!

Chapeuzinho: Porque essa taxa tão grande?
Lobo: É pra loja te atender melhor!

Chapeuzinho: Porque esse preço tão grande?
Lobo falando baixinho: Essa garota só reclama! Não é à toa que consegue desconto!

No meio da venda e prestes a passar a perna na chapeuzinho eis que surge o segurança 'Lenhador' que há muito tempo estava atento no movimento da loja. O segurança da vovó era um atleta escocês que adorava os esportes de sua terra natal, principalmente o lançamento de toras de madeira que o obrigava a cortar árvores de tempos em tempos e foi daí que surgiu seu apelido de lenhador. Vovó com uma escopeta nas mãos e o lenhador com seu inseparável machado partiram pra cima do lobo que atordoado resolveu correr e fugir enquanto gritava que era 'Pegadinha do Malandro', para nunca mais voltar.

Hoje em dia chapeuzinho já possui uma rede de revendedoras e é muito famosa no ramo, enquanto a vovó abriu mais uma loja com ajuda das Senhoras Distintas, um grupo de leitura que participava nos finais de semana em que não trabalhava. O lenhador passou a ser o segurança chefe mesmo após ganhar a medalha de prata no arremesso de toras dos últimos jogos escoceses e chegar mais perto do seu sonho de ser um atleta patrocinado. Já o lobo, virou contrabandista e acabou sendo preso anos depois numa cidade mexicana, tentando vender doces estragados a um policial americano na fronteira com os Estados Unidos.
Pois é, pode não parecer verdade, mas essa história é a verdadeira história de chapeuzinho vermelho! Viu só como você não sabia de nada!


Livro: Pai Rico Pai Pobre

Imagem retirada do site: 
www.skoob.com.br/ 



Minha indicação:   Iniciantes em investimentos
Minha avaliação:  

Sinopse:
   O objetivo deste livro é o de partilhar percepções quanto à maneira como uma maior inteligência financeira pode ser empregada para resolver muitos dos problemas comuns da vida. Sem treinamento financeiro, freqüentemente recorremos a fórmulas padronizadas para levar a vida, como trabalhar com afinco, poupar, fazer empréstimos e pagar impostos demais. Segundo o autor, cada indivíduo tem o poder de determinar o destino do dinheiro que chega às mãos. A escolha é de cada um. A cada dia, a cada nota, decidimos ser rico, pobre ou classe média. Dividir este conhecimento com os filhos é a melhor maneira de prepará-los para o mundo que os aguarda. Ninguém mais o fará.

Outra informação:  Esse não é um livro técnico!

O livro "Pai Rico Pai Pobre", escrito por Robert Kiyosaki, apresenta conceitos interessantes e pensamentos que podem fazer a diferença. Esse ensinamento deveria ser dado na escola e não ser negligenciado por tanto tempo, pois lidar com finanças é parte latente no cotidiano de qualquer pessoa. Na minha opinião, essa obra deveria ser de leitura obrigatória.

Um livro relativamente curto e de grande sucesso pelo mundo, um verdadeiro best-seller. Ele procura passar seu pensamento através de 6 lições:
  1. "Os ricos não trabalham pelo dinheiro"
  2. "Para que alfabetização financeira?"
  3. "Cuide de seus negócios"
  4. "A história dos impostos e o poder da sociedade anônima"
  5. "Os ricos inventam dinheiro"
  6. "Trabalhe para aprender - não trabalhe pelo dinheiro"
De todos os pontos abordados o único que tomaria cuidado é com relação ao item 4 - "A história dos impostos e o poder da sociedade anônima", pois os impostos podem variar muito de país para país e também com relação ao período em que se vive. (Na época dos meus pais a sensação era investir em imóveis e em comparação com o ano de 2016 está bem mais caro financiar um apartamento, por exemplo) Além disso, algumas citações de leis podem ser bem mais abrangentes, principalmente no que tange ao Brasil, onde a carga tributária é monstruosa. No entanto, vale o entendimento da lição e se ela despertar uma curiosidade maior sobre o assunto, o leitor poderá realizar sua própria pesquisa sobre tributação em investimentos e adequar a sua realidade.

Leitura recomendada!


Títulos de Capitalização... Apostando no acaso

Vivemos num mundo cercado por promessas de ganhos fáceis e rápidos e são muitos os que vislumbram o enriquecimento apostando no acaso. Há casos em que o percentual de sucesso é totalmente desconhecido, contando somente com a torcida e a crença na vitória ou ainda que são simplesmente investimentos inconscientes. É fato que algumas pessoas conseguem entender melhor a relação com o jogo e conseguem não se frustrar com as derrotas, transformando-as em experiência, mas também é fato que essas pessoas fazem parte da minoria e que como a maioria também não ganham nada significativo.

A grande sacada das apostas é saber quais são suas possibilidades reais de ganho para que você possa entender melhor suas chances de vitória e decidir se vale a pena correr o risco. Mas o essencial mesmo é: Nunca aposte um dinheiro que vai precisar! (No meu caso, nunca apostaria nem mesmo o que não precisaria. E parando para pensar: Quem tem dinheiro que não precisa? Não sou eu!) Todos os cálculos só mostram o quão difícil ou improvável é sair vencedor em uma aposta comum, como por exemplo: sorteios de títulos de capitalização.


Sim, os títulos de capitalização são apostas, não tem como dizer nada ao contrário. (Diria que são apostas na derrota certa) Há diversas formas de maquiar uma situação para que ela se apresente favorável quando na verdade não é. Com um retorno que representa um valor muito abaixo do ofertado na poupança e a promessa de participação em sorteios que podem render prêmios fantásticos, os títulos de capitalização se tornam um bom exemplo do que não comprar, mas as pessoas acabam comprando. (Talvez por falta de uma educação financeira ou por simplesmente ter sido enganada) Além de um retorno horroroso, os títulos ainda possuem taxa de administração ou taxa de carregamento, perdas significativas de capital nos casos de resgate antes do prazo final e por último temos o Imposto de Renda sobre o lucro. (É até zoeira cobrar imposto sobre o lucro! Que lucro é esse!? Sobrou alguma coisa!?)

Para que fique bem claro: Eu não recomendaria títulos de capitalização nem pro meu pior inimigo! É muita crueldade. Mas com certeza esse meu pensamento não é compartilhado com os gerentes de banco que no menor descuido te apresenta um produto com possibilidades de ganho 'fácil' chamado título de capitalização. (Eu levaria uma oferta dessa como insulto a minha inteligência e iria embora!)

Vale ressaltar:

  • Título de capitalização não é poupança! (Não é se quer um investimento)
  • As chances de ganhar qualquer coisa são mínimas. (Não conheço ninguém que tenha ganho)
  • As chances de se frustar são enormes. (Pra mim é certeza de frustração)
  • As perdas de dinheiro serão significativas. 
  • Grandes chances de sair com menos dinheiro do que investiu.
Sendo bem incisivo: se você tem um título de capitalização, não se desespere, o erro já foi cometido. Espere acabar para pelo menos recuperar o que "investiu" e aprenda com sua própria burrada. Se não tem, NÃO compre! (A não ser que queira perder dinheiro é claro!)