Quem é a vítima? Sou eu.. Eu juro!

Quem nunca foi assaltado? E quem nunca ouviu frases como: "Ih, deu mole!", "Mas também, falando no telefone na rua", "Com um relógio desses, tava pedindo!", "Cordão!? Queria ser assaltado né?", "Todo dia alguém é assalto nessa rua, não pode dar bobeira nela" e muitas outras, logo depois que contou para alguém que foi roubado. Pois essa é a típica inversão de valores na qual o cidadão trabalhador se torna o culpado pela moléstia e o meliante sai como se fosse a vítima. (No final do post dou algumas dicas para minimizar a violência sofrida)

Se você não é do Rio de Janeiro, saiba que as chances de ser assaltado são maiores que a de ganhar na mega-sena. (Certo.. talvez quase tudo nesse mundo tenha chances maiores que a mega-sena) Aliás, se a mega-sena proporcionasse as mesmas chances de ser assaltado, estaríamos lidando com apostadores compulsivos e não com assaltantes pelas ruas. Mas se você ainda não foi assaltado, acredite, está fugindo da estatística por uma tangente muito tênue e a única forma de continuar assim é saindo do Estado. (Isso para os assaltantes do RJ, não estou contando com os de outros Estados, muito menos com o Governo.. se não, só saindo do país!)


O fato é que andamos na contra-mão o tempo todo e ser assaltante poderia ser considerado profissão! Porque não!? E no final das contas, meliante sou eu que estudei e estudo, que trabalho, que pago impostos para ter direito a segurança mesmo sabendo que o único dia que verei policiais bem armados na rua será no 7 de setembro, no dia da Independência. E se seguirmos o mesmo pensamento inicial no qual o "culpado" parece estar ostentando enquanto a "vítima" deve ser protegida pelos direitos humanos, ainda veremos o assaltante dar queixa à polícia e o cidadão ser preso.

Sinto que a situação tende a piorar e os que são de bem deverão permanecer em prisão domiciliar ou arriscar suas vidas em verdadeiras aventuras. Melhor mesmo é deixar essa guerra pra quem pode guerrear, se esconder e não esquecer jamais de deixar pelo menos os R$20,00 do ladrão no bolso para o caso de você ser sorteado no momento em que estiver em uma aventura pela cidade. (Talvez esses R$20,00 não sejam suficientes. Sabe como é.. inflação!)

E é isso.. Rio de Janeiro.. Sol e praia! Cidade maravilhosa! Onde vivo e também onde padeço!

E só pra deixar bem claro: A VÍTIMA SOU EU! EU JURO!
Dicas

1 - Ande somente com um documento com foto (RG ou Carteira de motorista)
Assim não fica sem documentos e é mais fácil tirar um só do que todos.


2 - Se tiver cartões: coloque em um porta cartões separado da carteira de dinheiro
(Cartão do Banco, Vale transporte e Refeição) - O Bilhete Único dá trabalho para tirar de novo.
Aproveite e coloque o documento também, assim só levarão o dinheiro.

3 - Se tiver sido assaltado, faça o Boletim de Ocorrência e peça para registrar o roubo do documento e do telefone celular.
Assim poderá acionar o seguro do telefone, se tiver, e ainda tirar os documentos gratuitamente ao apresentar o Boletim de Ocorrência, constando o documento roubado.




4 - Não esqueça de cancelar a sua linha e bloquear o aparelho através da operadora.
Com o número Imei do aparelho, que também está na caixinha, poderá bloquear o telefone, invalidando o uso do mesmo. Além disso, se seu aparelho for Android é possível bloquear e restaurar as configurações de fábrica através do Google dispositivos, apagando assim todos os seus documentos, fotos e aplicativos. (Isso se você se conectou na conta Google pelo menos uma vez no seu dispositivo)

2 comentários:

  1. E é exatamente isso. Um tremendo absurdo! É revoltante!

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  2. Verdade mesmo Felipe, temos que ter a grana do assaltante. rsr

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