Independência financeira: Todo mundo quer!

Todo mundo deseja ser independente financeiramente, mas o conceito de independência financeira pode estar um pouco distorcido para muitas pessoas. Se você acha que essa independência significa ostentação, gastos sem fim e festas luxuosas ou até mesmo considerar-se um milionário e realizar gastos sem se preocupar com as contas ou coisas do mesmo naipe, sinto-lhe informar que isso não é independência financeira.

Imagem retirada do site: http://esoquerer.com/

Na minha concepção, independência financeira é traduzida em uma renda passiva que supre as suas necessidades financeiras. (Simples assim! Onde renda passiva é um ganho no qual você não injeta energia para ganhar dinheiro) E é nesse momento que você pode estar pensando: "Ok, agora como eu faço pra ter essa renda passiva?" Calma, há alguns passos antes disso, como por exemplo: 
  • Quanto de renda passiva seria o suficiente para você cobrir suas despesas? (Contas e lazer)
  • Depois que alcançar a sua renda passiva, o que vai fazer?
Essas perguntas são pertinentes porque muitas pessoas se sentem perdidas depois que se aposentam e perdem a rotina do trabalho. A minha independência financeira pode ser muito diferente da sua, não só em relação a quantidade necessária para afirmar que foi alcançada a independência como também em relação ao que pretendo fazer quando alcançar essa tal "liberdade".

Se você tem gastos de R$ 2.500 por mês é natural pensar que uma renda passiva de mesmo valor fará você chegar a sua independência financeira. (Não, não, não.. não e não! Acho que fui bem claro no não.) Existem fatores que devem ser introduzidos nessa conta, como: inflação e aumento constante na qualidade de vida. Digamos que você alcançou ganhos mensais de R$ 2.500 fazendo investimentos (Essa é a sua renda passiva) e resolveu largar tudo e só viver desse dinheiro. Bem, durante um tempo ele irá cobrir as suas despesas, mas não será novidade nenhuma se dentro de pouco tempo você tiver que trabalhar novamente ou até se sujeitar a realizar qualquer bico para poder sobreviver. Isso porque o seu juros continuará sendo de R$ 2.500 enquanto seus gastos irão sofrer reajustes.

Explicarei melhor:
1 - A inflação é responsável por reduzir seu poder de compra e se o valor mensal não aumentar, com certeza estará comprando menos ou pagando mais para ter as mesmas coisas num futuro não tão longínquo.

2 - É natural que resolva viver melhor, sair de um gasto X para um gasto X + 1 e ter cada vez mais conforto. Mas isso custa caro e talvez o seu planejamento não suporte essa melhoria. (Talvez não suporte nem mesmo a inflação)

Então independência financeira é um sonho?

Não. Ela pode se tornar realidade se for tratada com seriedade e como suporte que poderá cobrir gastos ou proporcionar novas experiências. E pra isso você deverá utilizar bem menos do que você receberá dos seus investimentos. Com isso, o valor continua aumentando e ano após ano você poderá rever o montante a ser retirado e usufruir do mesmo, sem comprometer o seu capital investido.

A rentabilidade dos seus investimentos é quem vai ditar o quanto você deve pegar do juros para manter seu poder de compra e o capital investido rendendo cada vez mais. Só retirar dinheiro da sua independência financeira o torna cada vez mais dependente novamente, por isso trate ela como um meio par realizar vontades, como:

- Não gosto do meu trabalho e só não trabalho com o que quero porque remunera pouco no começo.
- Trabalho muito para pagar as contas e não tenho tempo para passeios e distrações.
- Quero reduzir minha carga horária e curtir mais o dia, mas não posso me dar ao luxo de receber menos.

Em suma, sua dependência financeira não te deixa realizar o que te faz bem.. Então não espere, comece a acumular e a investir na sua renda passiva para alcançar a sua independência! 

Afinal, é isso que todo mundo quer!


A redução da Taxa Selic e os investimentos

Muitos investimentos tiveram uma redução no percentual de retorno que oferecem para seus investidores após a queda da taxa SELIC de 13,75% para 13%. Por outro lado, pessoas que pegaram ou pretendem pegar empréstimos começam a vislumbrar possibilidades de pagar menos juros na hora de devolver o valor devido. (Isso parece bom!)

O fato é que a proporção entre a queda para os investidores e a queda para os tomadores de empréstimos é descompassada. Enquanto o investidor olha para as oportunidades que caem dia a dia e se depara com opções cada vez menos vantajosas, o tomador recebe ofertas com variações que mais parecem promoções do tipo: "Compre uma casa e ganhe um lindo chaveiro!" (Eeee.. como precisava de um chaveiro! Era o que mais queria quando peguei esse empréstimo! Ter um belo chaveiro para chamar de meu!!)

Imagem retirada do site: http://obarbeiro.com.br/

Fico me perguntando o que leva a uma queda aproximada de 0,40% em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) enquanto a taxa cobrada para o crédito pessoal da mesma instituição cai 0,06%. Só para esclarecer: Quando o investidor coloca seu dinheiro num CDB, o banco se capitaliza e utiliza o recurso para realizar atividades de crédito.

Enfim.. Mas nem tudo está perdido, eu acho! Vamos pensar:

Como ficam os investimentos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?
Provavelmente continuarão sendo oferecidos com o mesmo percentual, já que é variável. Como o CDI acompanha a taxa SELIC, ficando um pouco abaixo da mesma, então a rentabilidade vai cair ao longo do tempo. (Isso se a inflação continuar controlada e a SELIC continuar caindo para incentivar o consumo)

Como ficam os investimentos pré-fixados?
Esses devem ter mudanças constantes de valor, principalmente com a perspectiva de maiores reduções na taxa SELIC, então devem ser oferecidos com retornos cada vez menores, acompanhando a redução da taxa. Por esse ponto de vista seria interessante focar nos pré-fixados. (O problema é se a inflação subir e superar o valor do seu pré-fixado)

Como ficam os investimentos atrelados à inflação?
Se a SELIC aumenta é porque a inflação está aumentando, se ela reduz é porque a inflação está caindo. Se a expectativa é de redução da SELIC, logo se deduz que "ocorrerá" a redução na inflação ou manutenção da mesma. Atrelar seu dinheiro a um ativo associado a inflação pode significar uma boa opção se conseguir um juros real razoável. (No momento está em +5% pra +5,5% na média) Contudo, se a SELIC aumentar, a inflação poderá ser reduzida e títulos atrelados ao CDI e os pré-fixados poderão oferecer mais do que os ativos de IPCA + juros. (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - Ou simplesmente, inflação)

Então deu ruim pros investimentos de renda fixa?
Na minha opinião, a renda fixa continuará seguindo bem durante o ano de 2017. As oportunidades serão mais modestas, mas continuarão ganhando da poupança, por exemplo. Além disso, a necessidade de captação de recursos pode elevar as taxas de retorno, fazendo com que os ativos passem a oferecer retornos melhores.

Lembre-se: Antes de investir, pesquise e procure entender como funciona o ativo. A decisão é sempre sua e não vale colocar a responsabilidade de bons ou ruins investimentos em terceiros!

Bons investimentos!