#6


16 / ABRIL / 2019 - Simulando no Tesouro Direto

Após fazer as contas para saber quanto o Tesouro Direto (SELIC) consegue entregar de retorno por mês, resolvi fazer uma simulação para saber quanto ele renderia com um depósito de R$ 10 mil.

Pois bem, seria um depósito único e não vou ficar fazendo conta se o próprio Tesouro Direto já disponibiliza uma ferramenta pra isso. Só vou definir a expectativa de juros futuros (SELIC) como sendo 6,5%, assim se aproxima da minha conta e não fico fazendo trabalho de futurologista, já que não faço a mínima ideia se o juros vão cair ou subir, quiçá para quanto.


Gráfico - Imagem do site do Tesouro

Tabela detalhada - Imagem do site do Tesouro


O legal é que os valores batem bem próximos dos cálculos que fiz num post anterior, o que mostra que estava no caminho certo.

Resultado: R$ 10.000,00 no Tesouro Selic vai render R$ 3.537,54 no período de 5 anos e 7 meses aproximadamente. Obter ~35,37% sem realizar nenhum aporte extra, me parece uma boa rentabilidade. Isso daria ~0,5279% de rentabilidade mensal. Essa diferença  entre o que calculei e o resultado da simulação se dá por causa dos juros compostos que me dei ao luxo de não colocar na conta. Seria uma conta de montante que sinceramente não desejo fazer. Além do mais, a calculadora do Tesouro está aí é pra isso mesmo!


#5


15 / ABRIL / 2019 - Poupança X Tesouro Selic

A fala de que a poupança rende menos que o Tesouro é comum na boca de qualquer investidor. Mas quanto mais? Será mesmo que vale a pena sair da comodidade da poupança para colocar o meu dinheiro no Tesouro Direto?

Primeiro temos que entender os fatores que estão em jogo. E são eles: Liquidez, Rentabilidade e Segurança. Elenquei esses fatores porque são os que entendo como essenciais para a aplicação que irá servir de reserva financeira.

- Liquidez
Apesar da liquidez da poupança ser imediata (se você quer tirar o dinheiro de lá, não precisa esperar nadinha. Isso também é chamado de D+0), vale dizer que, se você retirar fora da data de aniversário, irá perder os juros do mês vigente. Ou seja, tem que esperar a data de aniversário para fazer qualquer retirada sem que seja “penalizado” por isso.
Já o Tesouro Selic rende diariamente e não possui data de aniversário. Contudo, para retirar o seu dinheiro de lá, terá que solicitar o resgate e esperar o dia seguinte ao pedido. (O chamado D+1)

1 - Parece que no quesito liquidez a poupança leva uma ligeira vantagem.

- Rentabilidade
A poupança antiga rende um pouco mais que a nova. Como não tenho mais a antiga e também não tenho como investir nela, vou ignorá-la. A nova poupança rende 70% da Selic quando essa mesma taxa está igual ou abaixo de 8,5%. Numa conta rápida de padaria temos:
70% de 6,5% (Taxa Selic atualmente) = X% a.a.
~4,55% a.a - Essa é a rentabilidade da poupança nesse momento.
Isso dá 0,3715% a.m. segundo o Banco Central.

Já o tesouro direto corresponde à taxa Selic deduzida de impostos. E esses Impostos são: IOF, IR, taxa do agente de custódia e a taxa de custódia da B3.
O IOF é cobrado nos primeiros 30 dias, caso algum valor seja retirado. Começa com a cobrança de 96% sobre o lucro no primeiro dia e vai reduzindo até zerar no dia 30. Depois disso, não há mais incidência de IOF.
O IR pode ser de 22,5% a 15%, depende do tempo de aplicação. Além disso, ele é sobre o juros e não sobre o valor aplicado.
O agente de custódia, que no meu caso é uma corretora, não me cobra nada. Mas tem uns que cobram valores fixos ou percentuais.
A B3 cobra 0,25% a.a para custódia dos seus títulos do Tesouro Direto.
(Antes era 0,30%, ela reduziu pra 0,25% nesse ano de 2019)

Com isso, temos:
Retorno TD - IOF - IR - custódia corretora - custódia B3 = Y%a.a
Como calculei a poupança com 1 ano, nada mais justo que calcular também o tesouro com impostos de 1 ano. Como não tenho custódia da corretora, esse valor será sempre 0, assim como o IOF, já que estamos calculando com 1 ano de aplicação.

Retorno TD - IOF - custódia B3 - custódia corretora = Y%a.a
6,5% - 0% -  0,25% - 0% = 6,25% a.a
(IR = 17,5%)
6,25% - (6,25% * 17,5%) = ~5,15625% a.a
~0,4296% a.m.

Uma diferença mensal de ~0,0581% e de ~0,60% a.a.
Não é aquela diferença toda, mas o Tesouro rende mais.

Um bom ponto a ser observado é que o Tesouro busca cobrar a taxa da B3 semestralmente (1º dia útil de janeiro ou 1º dia útil de julho) e a condição para ser feita a cobrança é: a soma das taxas devidas de todos os títulos em carteira ultrapassar R$ 10,00. Isso dentro da mesma conta de agente de custódia. Se tiver cobrança de R$ 5,00 em um agente e outra de R$ 5,00 em outro agente de custódia, então a cobrança é adiada para a próxima data até que alcance o valor mínimo de R$ 10,00 num determinado agente de custódia ou chegue a data de vencimento do título ou ocorra um pagamento de juros ou ainda quando ocorrer a venda antecipada do título, o que acontecer primeiro. Então é sempre bom ter um valor que corresponda a essa taxa na conta da corretora.

            2 - Ponto para o Tesouro Direto no quesito rentabilidade.

- Segurança
A poupança é garantida pela instituição que a controla, no caso, um banco. Se esse banco quebra, fatalmente a poupança será diluída a poeira. Isso porque não tem garantias como no caso de outras aplicações que possuem o FGC - Fundo Garantidor de Crédito.
O Tesouro Direto é garantido pelo Governo. Então, teríamos que ter a quebra do Governo para observarmos um calote no pagamento.
O Risco de Crédito, que é o risco de não ser pago, é muito menor quando se trata de Governo, consequentemente, os investimentos em títulos como CDB, Debêntures, LCI e LCA, podem trazer uma rentabilidade maior, pois o nível de risco dele é maior e pra trazer atratividade é preciso dar um retorno maior para o investidor.
           
            Bem, se o Governo falir, o restante que com certeza não estará de pé. Enquanto um banco falir, embora não seja corriqueiro, me parece mais factível.

            3 - O Tesouro levou essa também.

A conclusão é que o tesouro Direto pode ter suas peculiaridades que dificultam o entendimento do investidor, embora já tenham muitos materiais e informações explicando como funciona, mas ainda assim é uma opção melhor que a poupança. Pelo menos no que tange ao Tesouro Selic. Os demais não fiz as contas até porque são características diferentes que no meu entender não se encaixam para servir de reserva de emergência.


#4


12 / ABRIL / 2019 - Criando uma meta para os fundos imobiliários

“O trabalho dignifica o homem”

Obter renda passiva (renda que não necessita de esforço para ser obtida) que permita manter as contas em dia, fazer uma viagem ou um lazer e até mesmo investir, é uma meta que muitas pessoas possuem. Tem muita gente dizendo que ama o que faz e que não deixaria de trabalhar por nada, mas a questão não é essa. Aliás as questões são:

Quanto de renda passiva você tem mensalmente?
Se você recebesse, passivamente, o suficiente para pagar as suas despesas mensais com folga. Isso poderia resultar em algum ganho na sua vida?

Eu acredito que ter essa renda passiva pode gerar uma tranquilidade que permitiria que eu pudesse não me preocupar mais com a possibilidade de um dia ficar desempregado, por exemplo. (Isso se essa renda chegar a ser igual ao salário) Ou então, não me preocupar mais com a aposentadoria, com algum gasto extra que eu queira fazer por puro desejo ou sei lá mais o que. Afinal, estaria ganhando um valor passivamente, além do meu salário.

Pensando nisso, achei que seria interessante se eu buscasse alcançar essa renda passiva e foi por isso que acabei investindo nos fundos imobiliários. Eles permitem que eu tenha uma renda mensal baseada nos proventos que cada um dos fundos devolve para o cotista mensalmente. Mas até então, não havia estabelecido uma meta e acho que esse é o momento para defini-la.

A meta para os fundos imobiliários vai ser: obter renda passiva que se iguale ao salário líquido mais 10%. Assim, poderei manter o padrão de vida com reajustes mensais, já que estarei recebendo 10% a mais do que o salário. Esses 10% servirão para reinvestir diretamente nos FIIs quando estiver no período de uso dos proventos ou para atualizar a reserva de emergência. Vale ressaltar que os proventos são variáveis e que esses 10% são uma espécie de proteção para possíveis reduções.

Meta:
1 - Alcançar um recebimento de proventos 10% maior que o salário.

OBS: Essa é uma meta grande que só será alcançada no longuíssimo prazo.


#3


11 / ABRIL / 2019 - Remontando a Reserva de Emergência

Eu já estava refletindo sobre remontar a reserva de emergência em outra aplicação que me permita um rendimento melhor, mas que mantenha a segurança e a liquidez que já possuo na poupança. Bem, chegou a hora de dar um primeiro passo. Resolvi transferir um dia de aniversário da poupança para a nova reserva de emergência. E também decidi que vou deixar 10% da reserva no próprio NuBank e o restante vou colocar no tesouro Selic através da corretora.

Fiz o pagamento do boleto gerado no NuBank, da forma como já expliquei antes. Com isso, fiquei com a seguinte configuração:

POUPANÇA
Atualmente na Poupança
58,95%
Antes da retirada
62,32%
NUBANK
Atualmente no Nubank
54,67% concluído
Antes do depósito *
20,95%
TESOURO SELIC
Atualmente no Tesouro
0,16% concluído
Percentual anterior *
0,16%

* Já possuía um valor na conta

Metas:
1 - 10% do valor de 12 salários líquidos e benefícios no NuBank.
2 - 90% no Tesouro Selic.

Esse é um passo fundamental para que eu me sinta mais seguro financeiramente. Ter a reserva na poupança já é um alívio, mas acredito que depois que ela estiver reformulada, terei uma recuperação diante da inflação que não tenho na poupança e ainda irei continuar com um bom tempo de resposta, já que o tesouro Selic é de liquidez diária e resgate em D+1.

O bom do NuBank é que deixando o dinheiro parado lá, terei uma remuneração próxima do que terei investindo no tesouro Selic. E em breve será liberada uma funcionalidade que permite separar um valor que será usado para gastos de um outro valor destinado para reserva, assim não correria o risco de gastar o dinheiro que pretendo guardar como reserva de emergência.


#2


11 / ABRIL / 2019 - Reduzindo custos

Sempre ouvi que os custos, taxas e impostos para quaisquer aplicações financeiras podem ser o maior vilão do poupador.

            Pois bem, resolvi que deveria fazer um pente fino nas minhas contas e resolvi começar pelo banco. Um pacote de serviços não utilizado em sua plenitude é um bom indicativo de que há dinheiro sendo jogado fora. Fui verificar e percebi que não preciso de quase nada daqueles serviços oferecidos no pacote e que tenho direito a um pacote de serviços essenciais (free, gratuito, 0 reais).

Esse pacote de serviços essenciais corresponde aos serviços estipulados pelo BCB - Banco Central do Brasil como essenciais para se ter uma movimentação de conta corrente e poupança. São direitos de todo cliente pessoa natural:

Para contas de depósito à vista (Conta Corrente)
- Fornecimento de cartão com a função débito.

- Fornecimento de segunda via de cartão, exceto nos casos de pedido de reposição formulados pelo correntista decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente.

- Realização de saques em guichê de caixa, inclusive por meio de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de autoatendimento.
(Até 4 saques por mês)

- Realização de transferências de recursos entre contas na própria instituição, em guichê de caixa, em terminal de autoatendimento e/ou pela internet.
(Até 2 transferências por mês)

- Fornecimento de extrato contendo a movimentação dos últimos trinta dias por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento.
(Até 2 extratos por mês)

- Realização de consultas mediante utilização da internet
(Não há limite)

- Fornecimento anual de extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos às tarifas, juros, encargos moratórios, multas e demais despesas incidentes sobre operações de crédito e de arrendamento mercantil.

- Compensação de cheques.
(Não há limite)

- Fornecimento de folhas de cheque, desde que o correntista reúna os requisitos necessários à sua utilização, de acordo com a regulamentação em vigor e as condições pactuadas.
(Limitado a 10 folhas por mês)

- Prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
(Não há limite)

Existem definições para conta poupança e para pacotes padronizados que variam, mas esses pontos não me interessam agora porque pretendo passar o valor que tenho como reserva de emergência na poupança para o tesouro Selic. Se você quer saber esses pontos por curiosidade ou precisa saber por algum motivo, entra no site do BCB que lá tem tudo bonitinho.

Agora vamos a parte que interessa. Saindo do pacote que eu tinha contratado para o pacote essencial, obtive uma redução de R$ 74,00 por mês. Para algumas pessoas isso é pouco, mas no apanhado do ano vai significar uma economia de R$ 888,00 bruta. Se pensarmos em investir esse valor no tesouro Selic todo mês, por exemplo, daria: ~R$ 913,77.

Ainda estou pensando no que vou fazer com esse dinheiro “extra”, mas é bem provável que ele entre na reserva de emergência. Assim o valor que preciso para manter a reserva equiparada com meu objetivo será mais facilmente atingida.

Vale ressaltar que alguns pontos poderiam se tornar um empecilho nos momentos em que eu decidisse transferir os recursos da poupança, ou parte deles, para o tesouro direto, já que eu invisto através da corretora e não do banco. Teria que fazer uma TED e isso resultaria em cobrança de uns R$ 9,00 pra cada vez que eu realizasse uma transferência porque não há transferências gratuitas no pacote essencial. Mas como já havia pensado sobre isso, acabei com a seguinte solução para não pagar por essas transferências: eu tenho uma conta no NuBank que não me cobra nada por transferências (TED) e eu consigo transferir valores da minha conta no banco para ela através de pagamento de boletos bancários. Eu gero um boleto no NuBank com o valor que eu quero transferir e pago esse boleto no banco. Pronto, em 2 ou 3 dias úteis, o valor estará na conta do NuBank pronto para ser transferido para corretora. E assim, eu não pago nada pela transferência para o NuBank porque o banco entende como um pagamento de título e não como uma transferência. E pagamentos eu posso fazer quantos eu quiser!

Decidi que a reserva deve corresponder a 1 ano de salário líquido adicionado dos valores recebidos como benefício ao invés de 6 meses de despesa ou qualquer outra opção.

Com base na minha decisão, pude apurar que a minha reserva de emergência na poupança está com 62,32% do objetivo cumprido. Nada mal.

#1


10 / ABRIL / 2019 - Início Projeto

"Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros?"
Lucas 19:23

Como tudo na vida tem um começo, resolvi que deveria voltar a estudar finanças com o intuito de montar uma carteira de ações. Já passou o tempo da poupança (Nem sei se algum dia a poupança teve realmente seu tempo) e agora estou mais preparado para encarar essa jornada das ações. Mas não é montar um portfólio por montar (Não sei se alguém faria isso nem por qual motivo), mas ter, verdadeiramente, um conhecimento sobre as ações que venha a possuir e poder avaliar se as mesmas estão valendo o que eu espero.

Mas antes vale ressaltar algumas coisas a título de registro:

1 - Eu comprei ações de 2 companhias há muito tempo, acreditando em algumas máximas como: se eu consumo um produto ou serviço da empresa, se a empresa apresenta lucro, se ela possui um retorno bom e se tem pago dividendos, então é uma boa candidata para fazer parte da minha carteira. Mas isso se mostrou pouco eficiente, principalmente porque eu precisava de algum investimento que me ajudasse a rentabilizar em prazos curtos e automaticamente ter dinheiro pra investir mais. Acabei comprando ações de uma empresa que pagava muito, mas somente 1 vez no ano e outra que pagava quase nada, também uma vez ou duas no ano, mas com o rótulo de ser uma Blue Chip (Ação que se acredita ser segura, de uma empresa que esteja em excelente condição financeira e consolidada como líder em seu ramo).

2 - Resolvi vender as ações que tinha pra poder entrar num outro investimento, justamente para poder ter essa capitalização recorrente que eu precisava. Sai ganhando na Blue Chip e perdendo na outra. Deu uma espécie de empate. (Talvez tenha sido uma proteção de iniciante como essas dos games em geral)

3 - Neste exato momento, conto com um portfólio diversificado que me permite montar a minha carteira de ações. Possuo:

- Reserva de emergência
A minha reserva de emergência ainda está na poupança. Muito do que tinha nela já virou investimento de verdade (Renda Fixa e Renda Variável). Eu sempre acreditei que nunca iria usar essa reserva, mas já tive que usar algumas vezes e ela realmente me salvou de situações complicadas. Pretendo deixar pelo menos 1 ano de despesas ou salário na reserva (ainda não decidi) e com certeza não será na poupança.

- Renda Fixa
Tenho alguns CDBs, LCIs, LCAs, Debêntures e um troco no tesouro direto.

- Fundos Imobiliários
Rentabilizam mensalmente, o que me permite ter proventos para investir. Foi o investimento que escolhi quando resolvi vender as ações que eu tinha. Embora me dê um rendimento mensal, pode ser que eu resolva usar parte do valor em oportunidades dentro da própria carteira de FIIs ou aumentar um pouco a minha reserva financeira, então pode ser que em determinado mês eu não utilize esse valor para comprar ações.

- Previdência Privada
Eu fiz essa previdência privada porque eu possuía um apartamento que usava como investimento. Como o valor do aluguel é uma renda que precisa ser declarada no IR e é cobrado imposto sobre ela, acreditei que a previdência me auxiliaria a não ter que pagar imposto. Funcionou por um bom tempo, mas agora que uso o apartamento para moradia, ela não tem se mostrado necessária. Talvez use os valores do aporte para montar a carteira de ações. Ainda não parei pra fazer as contas e ver se é vantajoso manter os aportes nela ou não.

- Trabalho
O meu emprego me permite investir todo mês. (Embora tenha passado por alguns meses em branco na época em que tive que socorrer minha mãe e também após o falecimento do meu pai). Acredito que com um bom planejamento será possível obter melhores resultados com os aportes mensais, mas também é preciso entender que as variações no investimento são totalmente factíveis, tanto pra mais como para menos. (Enfim.. meu dinheiro, minhas regras)

Vamos ver se vai dar pra fazer esse aporte em ações, mas antes vou ter que estudar uma ação e entender ela bem.. então no momento oportuno vou escrever sobre qual escolhi, porque escolhi e o que aprendi com ela.

Por enquanto, é isso aí!



Cadastro Positivo.. tá ok?!

Num desses dias à noite, num jornal televisivo da Rede Globo, me aparece um comentarista financeiro se perguntando o porquê alguém iria querer que seu nome não aparecesse no cadastro positivo, agora sancionado pelo Governo.

É preciso entender que o cadastro positivo é o inverso do cadastro negativo. (Óbvio demais) Mas o que quero dizer é que só é o inverso no sentido em que os nomes que ali constam não são de devedores maus pagadores, mas sim de devedores bons pagadores. Porque no resto é igualzinho! Empresas com acesso aos seus dados poderão tomar decisões de crédito a seu favor. Não que isso esteja errado, é uma proteção para as empresas que emprestam dinheiro, mas isso pode se tomar uma arma de assédio em massa diante desses que possuem o status: “O Bom Pagador”. Por outro lado, é bom ressaltar que existe a promessa de que esses bons pagadores terão acesso a empréstimos e financiamentos com juros mais baixos.

19 cadastro positivo
Imagem retirada do site: https://www.cdljf.com.br/

Depois de refletir um pouco, cheguei a conclusão que eu não gostaria de receber diversas ligações por dia de empresas das mais diversas finalidades, com o intuito de me oferecer crédito. Já é assim com a telefonia e com os bancos, agora vai ser a título generalizado? Pior, liberado e com ressalvas do Governo.

De certo que a pessoa pode pedir pra tirar o seu nome do cadastro positivo, ao contrário de quem está no negativo e que precisa quitar suas dívidas ou pelo menos realizar um acordo que lhe permita  limpar o seu nome. Mas é mais uma tarefa inútil para colocar nas costas do cidadão.

Pode ser que essa seja a única justificativa para solicitar a retirada do nome do cadastro positivo, mas ainda assim, pra mim, já é suficiente! Talvez a ânsia de dar a notícia não tenha permitido que o jornalista parasse para refletir sobre o assunto ou talvez ele goste mesmo é que liguem pra ele. Tem muita gente solitária por aí!